Não erre mais no seu inventário de carbono!

Saiba por que usar médias globais pode destruir o seu inventário de carbono

Por Ambitus em 31/03/2025

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Quando se trata de calcular a pegada de carbono de uma empresa, um dos erros mais comuns é recorrer a médias do setor em vez de usar dados específicos e reais. Embora esse método possa parecer prático, no curto prazo, ele compromete a precisão do inventário de emissões e pode levar a decisões equivocadas.

Neste artigo, explicamos por que confiar em médias pode ser um problema e como empresas podem garantir um inventário de carbono mais preciso e alinhado às melhores práticas globais.

Por que usar médias pode ser um erro?

As médias do setor são calculadas com base em um conjunto amplo de empresas, que possuem diferentes processos, fornecedores e realidades operacionais. Isso significa que:

  • As emissões podem estar superestimadas ou subestimadas, resultando em estratégias ineficazes.
  • A empresa perde credibilidade em auditorias e certificações, já que os dados não representam a realidade operacional.
  • Erros nos cálculos dificultam a definição de metas climáticas confiáveis.

No contexto do Escopo 3, onde as emissões vêm de fornecedores e clientes, o uso de médias genéricas pode distorcer completamente o impacto real da empresa.

Como calcular emissões corretamente?

Para um inventário de carbono sólido, é fundamental adotar metodologias reconhecidas e utilizar dados específicos sempre que possível. Aqui estão algumas boas práticas:

1. Priorize dados primários

Os dados primários são aqueles coletados diretamente da operação da empresa, como consumo de energia, combustíveis e processos industriais. Sempre que possível, use:

  • Relatórios de consumo real de energia e combustíveis.
  • Informações fornecidas diretamente por fornecedores.
  • Dados extraídos de sistemas de monitoramento.

2. Utilize fatores de emissão específicos

Fatores de emissão são coeficientes que relacionam uma unidade de atividade (por exemplo, litros de combustível consumidos) com a quantidade de GEE emitida. Sempre que possível, prefira bases de dados atualizadas, como as do IPCC e do GHG Protocol.

3. Automação e integração de dados

O uso de softwares especializados pode eliminar erros manuais e evitar duplicidades no cálculo. O Ambitus, por exemplo, permite:

  • Integração com ERPs e sistemas empresariais, garantindo que os dados sejam capturados automaticamente
  • Análise inteligente com IA, que lê documentos e calcula automaticamente.
  • Automação do cálculo das emissões do Escopo 3conectando dados de fornecedores e clientes.

Conclusão

Usar médias genéricas para calcular emissões pode ser um atalho perigoso que compromete a confiabilidade do inventário de carbono. Para garantir um cálculo preciso e alinhado às melhores práticas, as empresas devem priorizar dados primários, fatores de emissão específicos e a automação do processo.

Se a sua empresa deseja um inventário auditável, confiável e eficiente, conheça as soluções do Ambitus para gestão de carbono.

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